Jesus, modelo de amor – Jo 13,34b

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Jesus modelo de amor

«Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros». (Jo 13,34b)

  1. Contexto do Evangelho.

João escreve para os fiéis que já crêem e conhecem a Jesus. Escreve para que a fé cresça e a vida dos fiéis cresça em Cristo, em união com Ele. A intenção de João e o valor do quarto evangelho consistem no plano espiritual e teológico.

  1. Contexto da citação.

Com o capítulo XIII se inicia o relato da paixão, morte e ressurreição. Este capítulo começa com o sermão da Ceia. O discurso começa depois da saída do traidor (Judas Iscariotes) e se dirige aos amigos fiéis, os quais Jesus lhes abre o coração. O fato da partida ao Pai é o que domina todo o horizonte do discurso. A chave está na consciência que Jesus tem de que havia chegado a hora de ir deste mundo para o Pai.

  1. Síntese.

O conteúdo deste versículo é o mandamento novo do Senhor. Embora, tenha sido de todos os tempos, se chama novo, porque o Senhor Jesus o estabelece novamente, elevando-o a uma nova perfeição, colocando o amor que Ele demonstrou pelos homens como regra e pauta da qual seus discípulos deveriam ter uns pelos outros. Trata-se de seguir o caminho que Ele nos mostrou entregando a sua vida na Cruz. Portanto, o caminho do amor cristão exige aquilo que nos diz o Evangelho de João: “em verdade em verdade, vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só; mas se morrer, produzirá muito fruto” (12, 24).

O Santo Padre, o Papa Bento XVI, ilumina-nos na sua primeira carta encíclica, Deus Caristas est, “o amor a Deus e o amor ao próximo: um exige tão estreitamente o outro que a afirmação do amor a Deus se torna uma mentira, se o ser humano se fechar ao próximo ou, mesmo, o odiar… o amor ao próximo é uma estrada para encontrar também a Deus, e que o fechar os olhos diante do próximo torna cegos também diante de Deus” (n. 16). “Revela-se, assim, como possível, o amor ao próximo no sentido enunciado por Jesus na Bíblia. Consiste, precisamente, no fato de que eu amo, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer. Isso só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então, aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo… Eu vejo com os olhos de Cristo e posso dar ao outro muito mais do que as coisas externamente necessárias: posso dar-lhe o olhar de amor de que ele precisa” (n. 18).

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