Epifania do Senhor – Mt 2, 10-11

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“Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente. Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam. Em seguida abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra.”

Tema: Epifania do Senhor

 

Epifania traduz-se literalmente por “manifestação”. No grego profano epifaneia e os termos afins significam, em seu sentido religioso, a aparição inesperada, porém boa, de uma divindade que trazia consigo a saúde para o povo. Os cristãos aplicaram esse sentido na manifestação ou “aparição teofânica” de Deus e sua apresentação diante do mundo como um rei-salvador. Esta manifestação se realizou mediante a encarnação e nascimento do Filho de Deus. Em Jesus Cristo, Deus mesmo se manifestou ao mundo inteiro, e sua manifestação no mundo trouxe a reconciliação e salvação a todos os seres humanos.

Ao ver aquele sinal luminoso no céu, alguns “magos” do Oriente se puseram a caminhar cheios de presentes para oferecer a este Rei. Por “magos” não deve se entender homens que se dedicavam à magia pelos orientais ou à predestinação. “Mago” era o nome dado pelos orientais aos homens sábios de seu tempo, físicos, astrólogos, mestres, assim como também sacerdotes ou videntes. Um pequeno grupo destes sábios orientais reconhece na aparição de uma grande estrela no céu o sinal do nascimento «do rei dos judeus». Mas entende que não se trata de rei qualquer, pois no antigo Oriente a estrela era o sinal que anunciava o nascimento de um rei divinizado. Daí se entende que decidam ir de tão longe “para adorá-lo”. Obedece à profecia de Isaías o fato de que a tradição considere que estes sábios vindos do Oriente eram três reis.

Os personagens principais vindos do oriente surgem como representações de todos os povos da terra que, seguindo a luz que indica o nascimento do Salvador, seguem pelo caminho que leva ao encontro pleno com o Senhor Jesus.

Ao chegarem a Belém, aqueles sábios adoram ao divino Menino e lhe oferecem dons simbólicos. Deste modo se convertem em precursores de todos aqueles que, vindos de distintos povos e culturas do orbe, não cessam de buscar o Salvador ao longo dos séculos para render-lhe uma homenagem, oferecendo-lhe um louvor ininterrupto e o dom de suas próprias vidas.

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