Virgem de Aparecida

Já se vão mais de sois séculos, que a história aconteceu,

três pescadores no rio buscavam o sustento seu.

 

Foram muitas horas a fio, sem sucesso estavam a pescar,

o barco ainda estava vazio, sem nada ‘pr’os’ alimentar.

 

Com insistência jogaram, a rede ainda estava vazia,

porém quando a retiraram, algo distinto havia.

 

Eu quero celebrar as cores verde e amarela,

cantar à minha Mãe, a Santa Virgem Bela.

Aqueles pescadores, como Pedro e Tiago,

foram por Deus convocados a uma pesca sem igual,

retiraram das águas a Mãe Aparecida,

Senhora tão querida desta terra especial.

 

E ao verem que era a Virgem, qual não foi a surpresa!

Mas da imagem bela, faltava a cabeça.

Jogaram então no rio sua rede de novo,

trazendo um belo rosto de tão terna expressão.

O rosto tão sereno o corpo completou

e a imagem se formou, da Imaculada Conceição.

 

A história de Filipe, Domingos e João

relata um milagre da Mãe da Conceição,

que diz que ao atirarem mais uma vez a rede,

transbordava de peixe, ela, e não arrebentou.

Oratório fizeram, eles muito agradecidos

e o povo reunido a devoção iniciou.

 

As mãos que te pescaram são santas por tal feito,

os corações que te amam, do Reino são eleitos.

Por isso eu quero, ó Virgem, ser fiel, te consagrar,

para evangelizar, os meus trabalhos e orações;

converter esta Terra de Vera e Santa Cruz,

o teu Filho Jesus, poder levar aos corações.

 

O Verde é a Esperança de vivermos na Verdade,

o Amarelo, o brilho, o fulgor da santidade

do Verbo Encarnado, o Filho de Maria,

a Virgem que nos guia e nos livre da incerteza

e dá-nos proteção com o manto azul anil,

trazendo ao Brasil, do Branco a paz e a pureza.

 

Eu quero celebrar as cores verde e amarela...