“O preço a pagar por me tornar cristão”, Joseph Fadelle

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Em tempos de guerras na região do Oriente Médio, de cristãos perseguidos em tantos lugares, é providencial a leitura dessa obra. Ela leva ao questionamento: Como tenho vivido minha fé, a minha vida missionária?

“O preço a pagar por me tornar cristão” emociona pela narrativa do testemunho de força e coragem de um muçulmano que, tendo conhecido a Cristo, foi capaz de suportar tudo, do desprezo da família ao sofrimento da tortura executada por seus próprios parentes, que se opunham e o perseguiram porque ele desejava receber o Batismo e o tão desejado “Pão da Vida”. O protagonista dessa história real sofreu inúmeras tentativas de homicídio por ter decidido tornar-se cristão.

O leitor pode ser tomado de uma profunda alegria pela presença viva e apaixonante de Cristo que misteriosamente, em seus desígnios de amor, alcançou o muçulmano Mohammed, hoje o católico Joseph. Nas terras de Bagdá, Mohammed entrou em contato com a fé católica através de um sonho, mas também por meio de pessoas: Massoud, padres e freiras que foram corajosos instrumentos de Deus, ao arriscarem suas vidas.

Na guerra do Iraque, em 1987, Mohammed divide trincheira com o cristão Massoud e lá se inicia uma aventura, da leitura aprofundada do Alcorão ao encontro com a verdade na Bíblia Sagrada. O sonho com o Pão da Vida, o casamento, os simbolismos, a Virgem Maria tudo é providência divina na vida de Mohammed. Marcam sobretudo o testemunho de Joseph sobre a espera, os amigos, o sofrimento que o fazia um com Cristo, as alegrias, o medo, a coragem, a verdade, a Cruz.

A biografia desse homem que nasceu em uma família que remonta diretamente de Maomé, xiita, muçulmano iraquiano, e herdeiro do clã Mussaui, é incrível e chega a ser inacreditável. Como pode um muçulmano tornar-se cristão? Não seria uma loucura? No Islã, a mudança de religião é considerada crime de morte.

Hoje, Joseph vive na França com sua família. Tem nacionalidade francesa e vive sob proteção policial.

Ao terminar “O preço a pagar por me tornar cristão”, o leitor vive a experiência de “digeri-lo” ainda por muitos dias. É um livro marcante, questionador, vivo.

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