Jesus chorou?

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Encontra-se no contexto da Ressurreição de Lázaro. Quando Maria, a irmã de Lázaro, “chegou onde Jesus estava e O viu, lançou-se aos seus pés e disse-Lhe: ‘Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido!’. Ao vê-la chorar assim, como também todos aos judeus que a acompanhavam, Jesus ficou intensamente comovido em espírito (Jo 11,32-33). E o Evangelho acrescenta brevemente: “Jesus chorou” (Jo 11,35).

Para além desta curiosidade sobre o versículo mais curto, uma das verdades que a totalidade dos versículos da Bíblia expressa é que Jesus “tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado”*Falar sobre o pranto de Jesus (e das suas tristezas e angústias, assim como suas alegrias e esperanças) é falar sobre o dinamismo da Encarnação.

Esta verdade da fé é muito desafiadora, pois, se formos sinceros, gostaríamos de respostas que estivessem mais na linha da nossa imaginação e fantasias do que na da realidade. Jesus e a salvação que Ele oferece são reais. Salvação tão real, que não pretende maquiar o drama do nosso anseio de infinito, nem a ruptura do nosso coração ferido pelo mal e o pecado. Tão real, que assume totalmente a nossa natureza. Tão real, que Ele Se encarna.

“Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-Se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano“*. Essa é a salvação e a vida que Jesus nos oferece. Não tanto fazendo sumir as dificuldades e as lágrimas, mas assumindo-as totalmente e dando-lhes, Nele, um valor salvífico.

 

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