Misericórdia – Lc 15,4-7

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A misericórdia do Senhor

«”Qual de vós, tendo cem ovelhas e perder uma, não abandona as noventa e nove no deserto e vai em busca daquela que se perdeu, até encontra-la? E achando-a, alegre a coloca sobre os ombros e, de volta para casa, convoca os amigos e os vizinhos, dizendo-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida!’ Eu vos digo que do mesmo modo haverá mais alegria no céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.» 

 

A personalidade do autor do evangelho está centrada em torno a Paulo. Lucas nos mostra a mensagem de Cristo como Paulo a vê. O livro é escrito para os cristãos e tem por fim ajudá-los num conhecimento mais sólido da verdade que abraçaram. Conhecer para Paulo e Lucas tem um sentido de perfeição, de progresso e profundidade, igual que o quarto evangelho. Trata-se de um segundo conhecimento de maturidade e perfeição.

Esta parábola nos revela como Deus se preocupa pelos seus filhos. Nela podemos ver com que atitude o Senhor se dirige a cada um de nós. Ele se apresenta como  o pastor e nos vê como suas ovelhas no qualificativo de perdidas. Nesta passagem o Senhor nos quer mostrar o seu amor por nós e nos convida a aprofundarmos no conhecimento de nós mesmos e ver-nos como Ele nos vê. A atitude do Senhor para conosco, suas ovelhas, evidencia quem somos e quem somos para Ele. Quem somos, para que o Senhor mesmo seja capaz de abandonar todas as ovelhas para trazer de volta uma única que se perdeu? Como se isto não bastasse o reencontro é ocasião de alegria que convida a partilha, ao anúncio de uma notícia boa, ocasião de celebração comunitária. Com que ternura o pastor se dirige a ovelha perdida: coloca-a sobre os ombros. A parábola termina exortando a conversão como metanóia, mudança de coração, de vida, de todo o nosso ser, pois este é o verdadeiro motivo de alegria nos céus.

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