Nossa Senhora e a virtude da fortaleza

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Meditamos hoje na virtude da fortaleza na escola de Santa Maria, que são os mistérios do Santo Rosário. Hoje o faremos nos mistérios gozosos que a Igreja tradicionalmente nos propõe.

 

Proposta de símbolo

E ao iniciarmos a nossa oração de hoje colocaremos aos pés da imagem uma pedra sodálite, simbolizando a fortaleza que precisamos para sermos bons cristãos.

Olhemos para o coração de Maria, traspassado pela espada. Não confundamos a força da pedra com a rigidez de quem não admite ser ferido. A primeira condição para ser forte é precisamente poder ser ferido. Aprendamos do coração de Maria, a não fugir dessa possibilidade, que faz parte do caminho humano e cristão.

 

Primeira meditação: O Sim de Maria ao Plano de Deus

““Disse, então, Maria: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o Anjo a deixou” (Lc 1,38).

O que define toda virtude moral é a opção radical pelo bem. É impossível ser corajoso se não se é prudente, se não se possui esse conhecimento do bem a ser realizado em cada situação concreta da nossa vida. Na passagem da Anunciação, Maria se apresenta como a mulher que, ao conhecer o bem a ser realizado, responde prontamente com um sim generoso, desde uma vontade e um coração livres e decididos.

 

Segunda meditação: A subida à casa de Isabel

“Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá” (Lc 1,39).

Uma vez conhecido o bem a ser realizado, o Plano de Deus para nós, muitas vezes o que temos diante de nós é uma difícil subida. O mal existe no mundo e em nós mesmos, o que torna árduo o bem a ser realizado. Acontece muitas vezes em nossas vidas: seguir o Senhor implica renúncias, remar contra corrente. Maria nos ensina a ser fortes, corajosos, a não fugir das subidas, mas a enfrenta-las como Ela o fez.

 

Terceira meditação: O nascimento do Messias

“Maria, contudo, conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos e os meditava em seu coração” (Lc 2,19).

A narração do nascimento do Messias nos mostra Maria meditando e guardando as coisas no coração. Muitas vezes não possuímos uma explicação completa do que nos acontece, das contradições e dificuldades que enfrentamos no caminho. Ser forte implica ser paciente, saber resistir às provações sem desanimar na prática do bem. O coração de Maria é um coração forte, que medita e conserva as lembranças em tensão de esperança.

 

Quarta meditação: A apresentação no Templo

“E havia em Jerusalém um homem chamado Simeão que era justo e piedoso; ele esperava a consolação de Israel e o Espírito Santo estava nele” (Lc 2,25).

O Papa Francisco insiste muito na necessidade de uma Igreja em saída, de cristãos fortes que anunciem o Evangelho nas periferias existenciais. Simeão dá exemplo dessa fortaleza, quando carrega em seus braços o Menino e profetiza. Quantas vezes terá ido ao Templo na espera desse momento? Não desistiu ao longo dos anos, por mais que a promessa demorasse em se cumprir. Peçamos a Deus a fortaleza vital, psíquica, moral e, sobretudo espiritual para nunca desistirmos da dimensão de anúncio em nossas vidas.

 

Quinta meditação: Uma angústia de três dias

“Ao vê-lo, ficaram supresos, e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”” (Lc 2,48).

Os cristãos não somos estoicos. Os estoicos pensavam que a virtude consistia na eliminação dos sentimentos e emoções. Santa Maria, modelo de fortaleza, buscou angustiada, durante três dias o Menino Jesus, que se tinha perdido. Ela não apenas passa por essa experiência, senão que fala dela com seu Filho Jesus, com total liberdade. Ser forte não significa não ter sentimentos, mas sim ter um senhorio sobre eles, como demonstra Maria neste mistério.

 

Depois do Regina Caeli (Ou da Salve Regina):

Pedindo fortaleza (Com Maria em Oração, p. 65).

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