Papa: “a Redenção não é a pagamento”, reflexão sobre a Oração Eucarística

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Nesta primeira quarta-feira de março, o Papa Francisco recebeu os fiéis para a audiência geral da semana na Sala Paulo VI, prosseguindo em seguida para a Basílica de São Pedro, onde saudou outro grupo que o aguardava.

Ciclo de catequeses sobre as fases da Missa

O tema da reflexão de Francisco foi a ‘Oração eucarística’, que no contexto da Santa Missa, é feita após a apresentação do pão e do vinho e é o momento central da celebração. Corresponde ao gesto de Jesus na última ceia com os Apóstolos.

O Papa explicou que nesta solene Oração, a Igreja expressa a comunhão com Cristo realmente presente no pão e no vinho consagrados. Seu significado é que toda a assembleia de fiéis se una com Cristo ao magnificar as grandes obras de Deus e oferecer seu sacrifício: na verdade, ‘o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício’.

Prefácio, invocação e memória

A Oração tem início com o Prefácio, que é uma ação de graças a Deus especialmente pelo envio de seu Filho, nosso Salvador e que se conclui com a aclamação do Santo: é muito bonito cantar… toda a assembleia une sua voz aos Anjos e Santos em louvor e glória a Deus.

Em seguida, se faz a invocação do Espírito para que com o seu poder, consagre o pão e o vinho. Jesus foi muito claro nisso: “Este é o meu corpo, este é o meu sangue”. Não devemos ‘estranhar’ isso: é a fé que nos ajuda a entender o mistério da fé.

Celebrando a memória da morte e da ressurreição do Senhor, a Igreja oferece ao Pai o sacrifício que reconcilia o céu e a terra. É esta a graça e o fruto da Comunhão sacramental: nós nos nutrimos do Corpo de Cristo para nos tornarmos o seu Corpo vivo no mundo.

Improvisando o Papa frisou a beleza da ‘Igreja que reza’

A Oração eucarística pede a Deus que reconcilie todos os seus filhos na perfeição do amor, em união com o Pai e o Bispo, mencionados por nome, um sinal que celebramos em comunhão com a Igreja universal e com a Igreja particular. A súplica é apresentada a Deus por todos os membros da Igreja; ninguém e nada é esquecido na Oração, mas tudo é reconduzido a Deus.

“ Se alguma pessoa, parentes ou amigos que estão em necessidades, podem pedir, escrevendo ou em silêncio… a missa não se paga. É o sacrifício de Cristo, que é gratuito. A redenção é gratuita. Se quiser fazer uma oferta, pode, mas não é a pagamento ”

Para participar melhor desta Oração, prosseguiu Francisco, é preciso entender bem o seu significado. Ela expressa tudo o que realizamos na celebração eucarística e nos ensina a cultivar três atitudes que nunca devem faltar nos discípulos de Jesus.

“Dar graças sempre e em todo lugar” e não apenas em certas ocasiões, quando tudo vai bem; “fazer de nossa vida um dom de amor” livre e gratuito; e “construir a concreta comunhão” na Igreja e com todos.

“ Esta Oração central da Missa nos educa, pouco a pouco, a fazer de toda a nossa vida uma eucaristia ”

Antes de conceder a bênção apostólica aos peregrinos, Francisco dedicou algumas palavras aos Jogos Paraolímpicos Invernais que serão abertos em Pyeong Chang, na Coreia do Sul:

Atletas paraolímpicos, exemplo de coragem

“As recentes Olimpíadas realizadas nesta cidade sul-coreana demonstraram que o esporte pode construir pontes entre países em conflito e dar uma válida  contribuição para as perspectivas de paz entre os povos. Os Jogos Paraolímpicos, ainda mais, demonstram que o esporte pode ajudar a superar as próprias desabilidades. Atletas paraolímpicos são exemplo para todos de coragem, constância e tenacidade em não se deixar vencer pelos limites. O esporte demonstra ser uma escola de inclusão, mas também de inspiração para a própria vida e compromisso em transformar a sociedade”.

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