Conversão – Rom 12,2

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«E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito»

Tema: conversão, mudança de mentalidade

A carta aos romanos (enviada também a outras igrejas) foi escrita por Paulo em Corinto, provavelmente no ano 58 durante sua terceira viagem apostólica. Como indica o título, foi dirigida aos cristãos de Roma, judeus e (na sua maioria) gentis.

Ela representa uma das mais belas sínteses da doutrina paulina. É um fruto maduro das experiências pessoais e da reflexão do apóstolo sobre a revelação e missão particular que havia recebido do Senhor.

Ao perceber nos cristãos romanos procedentes do paganismo certa soberba, por se crerem superiores aos judeus, lhes dirige uma firme exortação:

Ser fiéis à graça recebida, ingressando no novo culto inaugurado pelo Senhor Jesus, um culto espiritual no qual –diferente dos sacrifícios que eram oferecidos pelos judeus- deveriam apresentar os seus próprios corpos (toda a sua pessoa) como uma hóstia viva, santa e agradável a Deus (ver Rm 12, 1).

Este novo culto exige um deixar de conformar-se com o mundo presente, a seus critérios e formas de pensar, para entrar em um processo de conversão e transformação total da pessoa – literalmente uma “metamorfose”- a partir da renovação da própria mente.

O horizonte que deve desejar o discípulo de Cristo é ter sua mesma mente, ou seja, ter os mesmos pensamentos do Senhor. Quem passa por esse processo é capaz de descobrir o Plano de Deus e segui-lo com fidelidade, algo impossível para quem pensa com os critérios do mundo.

Quero converter-me realmente? Peça então a graça de Deus, para que ilumine e que o Espírito Santo transforme os seus pensamentos à luz do Evangelho, fazendo com que você seja cada dia mais semelhante a Jesus.

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