Sacramento da Confirmação ou Crisma: Concretização da promessa de Cristo

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Cristo instituiu um sacramento que confirma o Batismo, para que nossa fé cresça e amadureça, através da plenitude do Espírito Santo, que derrama os seus dons. Essa prática de transmitir a graça do Espírito Santo por meio da imposição das mãos está presente desde os inícios da Igreja. Bem cedo se acrescentou à imposição das mãos a unção com o óleo do crisma. Daí a origem do outro nome do sacramento da Confirmação.

Esse sacramento é a concretização da promessa de Cristo: o envio do Paráclito, o Consolador, que nos ajudaria a compreender o seu Evangelho e nos daria a força necessária para o anúncio do Reino. Esse é o sentido do sacramento da Confirmação.

Com o Batismo, nós já nos tornamos filhos de Deus. O sacramento da Crisma nos enraíza mais profundamente nessa filiação divina. Somos filhos no Filho, estando mais unidos a Cristo. Também nos vinculamos mais perfeitamente à sua Igreja e participamos mais ativamente de sua missão: o crismado é um soldado de Cristo, a sua testemunha. Para realizar essa grande missão, recebemos os dons do Espírito Santo, que na tradição da Igreja são sete: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência (ou conhecimento), piedade e temor de Deus.

Simbologia e rito do sacramento

A unção com o santo crisma simboliza o selo espiritual que o crismando recebe. Assim como no sacramento do Batismo, esse selo é indelével, ou seja, uma vez crismado essa marca fica para sempre na vida do cristão, mesmo que ele não pratique mais a fé.

O símbolo da unção tem raízes na tradição do Antigo Testamento. O rei do povo de Israel era ungido com óleo. O óleo significa abundância (Dt 11,14), alegria (Sl, 23,5; 104,15), purificação, agilidade (até hoje alguns atletas e lutadores se ungem com óleo), cura e irradia beleza, saúde e força.

Essa “marca”, o selo do Espírito Santo que o cristão recebe quer manifestar que somos totalmente de Cristo e estamos ao seu serviço na extensão do Reino, fortalecidos pela graça do Senhor.

O óleo do santo crisma, que é usado para ungir o crismando é consagrado na missa dos santos óleos (Quinta Feira Santa) pelo bispo diocesano, acompanhado por todo o seu clero.

Antes da unção com o santo crisma, o bispo estende as mãos sobre os crismandos, realizando assim o gesto que desde os tempos dos apóstolos é sinal do dom do Espírito.

Em seguida é realizado o gesto essencial do sacramento: a unção do santo crisma na fronte do confirmando. No momento que o bispo unge o confirmando diz as seguintes palavras: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus”. Após esse gesto o cristão está crismado e em sua vida se manifesta os efeitos do sacramento, que falamos no início da catequese. Em síntese poderíamos dizer que aumenta a nossa proximidade com a Santíssima Trindade e com a Santa Igreja.

Esse sacramento pode ser recebido por todo batizado ainda não confirmado. Na maioria das dioceses do Brasil a idade mínima é de 15 anos.

Como Maria, sejamos colaboradores do Espírito Santo

Nossa Senhora como ninguém teve uma estreita relação com o Espírito Santo. Foi o Espírito quem desceu sobre Ela para gerar Cristo. Em Pentecostes, Ela também estava presente acompanhando os apóstolos, que estavam temerosos, no momento em que o Espírito desceu sobre eles na forma de línguas de fogo.

Um dos frutos que deve dar em nossas vidas a presença do Espírito, como deu na vida de Maria, é o compromisso. É muito recomendável que durante o tempo de preparação para a Confirmação, o crismando busque inserir-se na vida de sua paróquia, participando de algum grupo, pastoral ou movimento.

Peçamos então a Maria que interceda por nós, para que a presença do Espírito em nossas vidas seja constante e que sejamos os seus colaboradores.

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