Terço da Esperança: Esperando com Maria a Ressurreição de Jesus

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Primeiro mistério: Dor e alegria ao pé da Cruz.

Santa Maria acompanha o Senhor Jesus na hora da Paixão e permanece firme, ao lado dEle, até quando pronuncia seu “Está consumado!” e entrega seu espírito. Quantos sentimentos se misturavam no coração da Mãe. Por um lado a dor pela morte terrível do seu Filho. Por outro a alegria por ver que Ele cumpriu a sua missão, dando a sua vida pela salvação da humanidade.

Cantemos: Mãe dolorosa.

 

Segundo mistério: Jesus nos braços de Maria

Quando desceram Jesus da Cruz, Maria o acolhe em seus braços, como aquela primeira vez, na noite fria de Belém. Imaginemos a grande dor da Mãe, ao ver o que os pecados dos homens tinham feito ao corpo do seu querido Filho. Certamente Ela pôde, como ninguém nesse momento, recitar o cântico do servo, do profeta Isaias: “não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o olhar, nem formosura capaz de nos deleitar. Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito a dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos caso nenhum dele” (Is 53,2-3).

 

Terceiro mistério: O sepultamento de Jesus.

Às presas tiveram que buscar um lugar para o seu sepultamento, devido à proximidade da festa da Páscoa Judaica. José de Arimatéia teve a coragem de enfrentar Pilatos e pedir o corpo. Nicodemos trouxe cerca de cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Nem todos abandonaram seu Filho, depois de tudo! Deus é bom e providente. Assim como em Belém, quando às pressas encontraram um lugar para o seu nascimento, e no fim tudo deu certo, agora aconteceu também da mesma forma.

 

Quarto mistério: A esperança de Maria.

Leitura: “Ele, então, lhes disse: “Insensatos e lentos de coração para crer tudo o que os profetas anunciaram!” Não era preciso que o Cristo sofresse tudo isso e entrasse em sua glória?” E, começando por Moisés e por todos os Profetas, interpretou-lhes  em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito” (Lc 24,25-27).

Meditação: Estas palavras do Senhor Jesus aos discípulos de Emaús, que tinham perdido a Esperança depois do acontecido na Sexta-feira Santa, certamente não se aplicam a Maria. Ela soube sempre que o caminho do seu Filho não era o dos superficiais triunfalismos deste mundo. Ela sabia que Ele realmente tinha vindo ao mundo para fazer novas todas as coisas, para levar consigo ao Céu até as experiências humanas de maior miséria. Seu coração cheio de Fé e Esperança sabia que Ele tinha que sofrer a Paixão para Vencer a morte e o pecado e fazer todos os homens partícipes dessa vitória.

Cantemos: Mãe dos peregrinos.  

 

Quinto mistério: Maria, testemunha da Ressurreição.

Como gostaríamos, como Filhos que amamos e reverenciamos Maria, ler entre as passagens bíblicas que relatam as aparições de Jesus Ressuscitado o do encontro com a sua Mãe. O Beato João Paulo II, em sua Catequese intitulada “Maria e a Ressurreição de Cristo”, tece algumas reflexões nesse sentido, iluminado pela Sagrada Tradição: “é legítimo pensar que verossimilmente Jesus ressuscitado apareceu a sua Mãe em primeiro lugar. A ausência de Maria do grupo das mulheres que de manhã cedo se dirigiram ao sepulcro (ver Mc 16,1; Mt 28,1), não poderia constituir um indício do fato de que ela já se havia encontrado com Jesus? Esta dedução ficaria confirmada também pelo dado de que as primeiras testemunhas da ressurreição, por vontade de Jesus, foram as mulheres, as quais permaneceram firmes na fé. Com efeito, a uma delas, Maria Madalena, o Ressuscitado encomenda a mensagem que devia transmitir aos Apóstolos (cf. Jo 20,17-18). Talvez, também este dado permite pensar que Jesus se apareceu primeiro a sua Mãe, pois ela foi a mais fiel e na prova conservou íntegra a sua Fé”.

Cantemos: Onde está morte tua vitória?

 

Martin Ugarteche Fernández
Membro do Sodalício de Vida Cristã desde 1996. Nascido no Peru em 1978, mora no Brasil desde 2001. Por muitos anos foi professor de Filosofia na Universidade Católica de Petrópolis. Atualmente faz parte da equipe de formação do Sodalício, é diretor do Centro de Estudos Culturais e desenvolve projetos de formação na Fé e evangelização da cultura para o Movimento de Vida Cristã.

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