Santos Patronos JMJ – Beato Oscar Arnulfo Romero

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Continuamos a conhecer a vida dos Santos e Beatos Patronos da JMJ, em preparação para a Jornada que acontecerá em Janeiro de 2019! Hoje conheceremos o Beato Oscar Arnulfo Romero.

VIDA

Oscar Arnulfo Romero nasceu em Ciudad Barrios (El Salvador) no dia 15 de agosto de 1917. Seus pais, Santos e Guadalupe tiveram uma filha e seis filhos, e o segundo dos filhos foi Oscar, futuro beato. Aos doze anos ingressou no Seminário Menor de San Miguel, graças à ajuda espiritual e econômica do bispo, Dom Juan Antonio Dueñas. Posteriormente foi enviado para estudar em Roma, onde recebeu a ordenação sacerdotal no dia 4 de abril de 1942. Ao regressar a El Salvador foi Chanceler e Secretário da Diocese de San Miguel, Vigário Geral, Pároco da Catedral, Diretor de Associações e Movimentos Apostólicos e Reitor do Seminário. Colaborou como Secretário Executivo com o SEDAC (Secretariado Episcopal da América Central). Foi Bispo Auxiliar de San Salvador e finalmente nomeado Arcebispo, no dia 22 de fevereiro de 1977. Seu trabalho pastoral concentrou-se na atenção ao clero e ao povo, a celebração da liturgia, o cuidado com os enfermos e com os pobres, de acordo com as diretrizes do Concílio de Medelín e Puebla. Anunciou a Boa Nova, denunciou o pecado e iluminou, a partir do Evangelho, a realidade do país mergulhado em uma grave situação de violência e divisão. Chamou ao diálogo e a paz, e acompanhou as vítimas, pedindo continuamente a conversão dos que agiam com violência, injustiça, impunidade e corrupção, especialmente os ricos e poderosos, os guerrilheiros e o exército. Sua atitude profética o fez viver um autêntico calvário: tentativas de manipulação, insultos e ameaças. No dia 24 de março de 1980 foi assassinado com um disparo enquanto celebrava a Eucaristia na Capela do Hospital da Divina Providência. Foi beatificado no dia 23 de março de 2015.

ESPIRITUALIDADE

Como bom pastor deu a vida por suas ovelhas, sempre preocupado por seu povo Salvadorenho, especialmente aos mais pobres e as vítimas da violência. Atendeu paternalmente aos sacerdotes e agentes de pastoral, afrontando com valor e sofrimento os numerosos casos de perseguição, cárcere e assassinato dos membros do clero e catequistas. Defendeu incansavelmente a paz, chamando a todos à conversão, defendendo a Doutrina Social da Igreja e denunciando todas a violações dos Direitos Humanos. Suas homilias e declarações iluminaram a conflitiva situação de El Salvador e orientaram, com dificuldades, o cumprimento da missão libertadora da Igreja ao serviço do Reino de Deus: «A missão da Igreja é identificar-se com os pobres, assim a Igreja encontra sua salvação» (11 de novembro de 1977). “A Igreja, defensora dos direitos de Deus, da Lei de Deus, da dignidade humana, da pessoa, não pode ficar calada diante de tanta abominação. Queremos que o governo entenda de fato, de que nada serve as reformas se irão tingidas de tanto sangue. Em nome de Deus, e em nome do povo sofrido, cujos lamentos sobem até o céu, cada dia mais tumultuosos, suplico-lhes, rogo-lhes, ordeno-lhes em nome de Deus: Parem com a repressão”. (23 de março de 1980). Sua morte, como mártir, coroou uma vida de seguimento a Cristo, opção decidida pelo Reino de Deus e sua justiça, escuta da Palavra, fidelidade, valentia, sentido de Igreja e serviço ao povo.

MODELO PARA A JUVENTUDE

  • Seguimento de Cristo
  • Opção pelos pobres
  • Fidelidade e valentia
  • Compromisso com a justiça social
  • Chamado ao diálogo, a paz e a conversão

PRIMEIRO ARCEBISPO MÁRTIR DA AMÉRICA

Defensor da dignidade humana.
Consagrado ao serviço pelo Reino na Igreja.

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